A transformação silenciosa do consumo
O comportamento do consumidor está mudando de forma acelerada e silenciosa. Entre abril de 2024 e março de 2025, o tráfego dos 10 principais chatbots de inteligência artificial (IA) cresceu
80,92%, atingindo
55,2 bilhões de visitas, segundo estudo da
Impact News.
Esse dado revela um novo cenário: etapas clássicas do funil de vendas — atenção, consideração, decisão e fidelização — já não se limitam mais a sites, anúncios ou artigos patrocinados.
Hoje, um potencial cliente pode percorrer toda a jornada de consideração dentro de um modelo de IA, sem entrar em contato direto com os canais tradicionais de uma marca. Ao perguntar, por exemplo,
“Qual é a melhor consultoria para reestruturar meu time de vendas?”, ele recebe uma resposta pronta, fundamentada em fontes que o modelo considera confiáveis.
O impacto é direto: pesquisas mostram que páginas nas primeiras posições do Google já enfrentam quedas de até
34,5% nas taxas de cliques (CTR), com reduções entre
25% e 45% no tráfego orgânico quando as respostas generativas estão presentes
(Ahrefs).
A conclusão é simples: se sua empresa não aparece nessas respostas, ela não existe para o novo consumidor.
O nascimento do GEO (Generative Engine Optimization)
Assim como o
SEO (Search Engine Optimization) foi crucial para posicionar sites nos resultados do Google, agora iniciamos uma nova era, o
GEO (Generative Engine Optimization).
O GEO reúne práticas para garantir que negócios sejam citados, recomendados e referenciados por IAs generativas. As diretrizes envolvem:
- •Estruturar conteúdos de forma legível para LLMs;
- •Consolidar autoridade com linguagem clara e precisa em nichos estratégicos;
- •Criar dados estruturados (schema markup) que melhorem a interpretação pelos motores de IA;
- •Investir em reputação digital em fontes abertas e confiáveis.
A importância de agir agora
Diferente do Google, que entrega dezenas de links, as IAs respondem com
informações únicas ou muito resumidas. Isso significa que a disputa pela visibilidade será ainda mais restrita — e cumulativa.
Da mesma forma que o SEO, o GEO é um trabalho de médio e longo prazo. Quem inicia hoje garante protagonismo amanhã.
Evidência prática: resultados mensuráveis
A aplicação de estratégias de GEO já mostra resultados concretos no mercado. Um exemplo foi a implementação realizada junto à
Dock, que enfrentava o desafio de ampliar sua presença digital num cenário em que os mecanismos de busca tradicionais já não eram suficientes para gerar tráfego qualificado.
Com a aplicação de técnicas como adequação de dados estruturados, criação de FAQs semânticos e otimização de conteúdos existentes, os indicadores alcançados foram expressivos:
- •+168,42% em resultados exibidos no AI Overview;
- •+350% no volume de conversões oriundas de LLMs;
- •+203,45% em rich snippets do Google;
- •Taxa de conversão média das LLMs 284,42% superior à de canais tradicionais.
Esses números comprovam que a adaptação ao novo ecossistema das IAs não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica.
O risco da invisibilidade
Ignorar o GEO é assumir riscos claros:
- •Perda de visibilidade em canais que já concentram a atenção do consumidor.
- •Perda de vendas ao não ser citado em respostas de IA.
- •Vantagem competitiva dos concorrentes, que conquistam a confiança primeiro.
- •Erosão de relevância, tornando a marca menos presente e atualizada.
- •Dificuldade de recuperação, já que resultados em GEO exigem tempo para consolidação.
Em outras palavras: o mercado não vai esperar.
Como a Hagens atua na transformação
Na Hagens, acompanhamos de perto as transformações que a inteligência artificial vem impondo ao marketing e ao comportamento de consumo. Nossa atuação vai além de acompanhar tendências: estruturamos estratégias práticas de
Generative Engine Optimization (GEO) para posicionar marcas como referências confiáveis nos ambientes em que os consumidores já estão — as IAs generativas.
Assim como demonstrado nos resultados alcançados pela Dock, nossa missão é assegurar que empresas se mantenham visíveis, relevantes e competitivas, ampliando sua autoridade e liderando o setor em que atuam.
A jornada de compra está sendo reescrita por linhas de código. Cabe às marcas decidirem se querem ser protagonistas dessa nova história ou meros espectadores.
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