- •Campanhas automatizadas: escrever textos para publicidade digital depende de qualidade, mas principalmente de quantidade e para casos específicos muita consistência com velocidade. O uso da IA Generativa nas áreas de Marketing das empresas acelera a produção de conteúdo, a partir de palavras-chave, conceitos como tom de voz e regras de contexto. Os profissionais passam, então, a filtrar os resultados da IA com base em dados históricos de performance , olhar criativo, sua experiência com a marca e aplicam isso às características do público.
- •Coleta de dados e insights: Com o mundo inundado de dados, saber coletar, organizar e tratar ajuda muito. Com o advento da IA generativa você pode ir muito, mas muito além. O ganho de tempo na análise de grandes massas de dados ( se bem organizados ) é extraordinário. E a beleza do uso está em você poder extrair insights e fazer perguntas obtendo respostas nem sempre obvias, pesquisando em um volume de dados que um ser humano levaria anos, quem sabe décadas para chegar no mesmo resultado. Com o uso de APIs você pode sair conversando com todo conteúdo disponível na B3, por exemplo.
- •Produção de conteúdo visual: a criação de vídeos e imagens que combinam com a estratégia de comunicação do negócio também se tornou um uso mais relevante da IA Generativa. Com a vantagem de permitir conectar a dados que mostrem as preferências dos consumidores, ajudando a personalizar o conteúdo de acordo com o que gere mais resultado e acima de tudo, viabilizando ideias, antes impagáveis, agora 100% possíveis. A era do impossível terminou. Ou melhor, está começando. Pensou? Dá sim pra executar.
- •Gestão de projetos e processos: Sabendo conectar as ferramentas corretas você nunca mais vai precisar escrever ou ler uma ata de reunião, estruturar seu plano de ação decorrente dessa mesma reunião, alocar os profissionais para executar e controlar a ocupação do seu squad. Tudo isso já é possível com IA. O resultado: foco e eficiência em níveis nunca antes vistos. Vai começar a sobrar tempo. Acredita ? O que você faria com mais tempo na sua semana?

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AIMarketing
IA Generativa: pare de arranhar a superfície.
•Léo del Castillo
Uma das frases mais comuns nas conversas informais do dia a dia é “nossa, como o [mês/ano] está passando rápido”. Duvido que você mesmo já não tenha dito algo nessa linha recentemente – ou ouvido de alguém. E não é que o relógio esteja se acelerando: nossa percepção do tempo nem sempre é a mesma.
A sensação de “compressão do tempo” é real e vem, em parte, da matemática. Um dia ou um mês que passou, se comparado percentualmente ao total de dias e meses vividos é, a cada ano, menor e, portanto, mais “rápido”. Além disso, para o bem ou para o mal, temos o bombardeio diário de conteúdo. O acesso a notícias de todo lugar a qualquer hora, as redes sociais, os estímulos que recebemos de toda parte – tudo isso faz parecer que o tempo passa mais depressa. Talvez a gente é que se esgote mais rápido. Uma consequência desse fenômeno é que as novidades deixam de ser novidades em pouco tempo. Quer um exemplo? Inteligência Artificial.
Há menos de dois anos (foi em novembro de 2022), o ChatGPT deu o ar da graça e fez a IA em geral, e a IA Generativa em particular, se tornar assunto obrigatório nas reuniões de negócios e nas estratégias de investimentos. E as estatísticas são incríveis: segundo um estudo da Edelman Comunicação feito para a Microsoft, 74% dos líderes de micro, pequenas e médias empresas no Brasil dizem usar IA sempre ou muitas vezes. Um dado que parece estar mais na pessoa física do que na pessoa jurídica, já que 47% das empresas pesquisadas estão investindo em IA, contra 27% um ano antes.
A cada onda de evolução tecnológica, parece que a curva de adoção se comprime ainda mais. O ChatGPT alcançou 1 milhão de usuários em apenas 5 dias – o Brasil levou mais de 5 anos para chegar ao mesmo número de televisores em operação, lá na década de 50. Parece incrível, mas também é preocupante: ao mesmo tempo em que pessoas e empresas se dedicam a adotar uma nova tecnologia, já estão a postos para embarcar na próxima onda, sem necessariamente se aprofundar no que estão fazendo.
A consequência desse comportamento já conhecemos. Projetos que começam e, nem mesmo amadurecem, são descartados. Programas que não são estruturados corretamente, pois o foco está mais em “fazer parecer que está funcionando” do que em efetivamente gerar resultados. Tomar escala. Ideias que se tornam projetos sem a devida análise, devido ao medo de perder uma grande oportunidade.
O problema é que, sem fazer a lição de casa, amadurecer ideias, estruturar projetos e colocar em produção em escala é um desafio que precisa de um olhar mais apurado e é comum ver oportunidades sendo desperdiçadas aqui e ali por pura falta de planejamento e foco.
Outra consequência desse imediatismo superficial é apenas ficar no básico das possibilidades de uso de uma tecnologia. No caso da IA Generativa, por exemplo, é difícil encontrar quem não tenha se aventurado em um prompt para criar um texto ou gerar uma imagem. O problema é que muita gente para nesse ponto e se dá por satisfeita com a mágica. O problema é que existe muito mais coisa debaixo da superfície e se você cavar e tentar incorporar essas novidades aos métodos de trabalho e processos diários que toda empresa tem, você será imensamente beneficiado. Só que obviamente dá trabalho. E muito. Por outro lado, tenho visto uma parcela razoável de empreendedores resilientes no ""try and error"", felizmente. Uhu :))
É por isso que vemos algumas aplicações de IA Generativa ganhando alguma escala dentro de agências de comunicação e marketing:

Sobre o autor
Léo del Castillo
"Rápido é o que não volta pra trás."
Essa frase ficou no vidro da agência por vários e vários anos. Criar a cultura do pensamento "lean digital" e fazer isso chegar até o chão de fábrica é, ainda hoje, um enorme desafio para as empresas que começam a fazer esse exercício.
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